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Profº de Matemática apaixonado por ciência e de como ela possibilita(ou não) a vida.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Na aula sobre Logarítmos

Num dia daqueles, em que a turma não está muito interessada no que você tem a dizer. E quando é que estão? Brincadeira. Mas naquele dia, tudo parecia convergir para a preguiça. Até mesmo o professor parecia querer que o sinal do fim da aula soasse logo. Mas, como compromisso é compromisso, cumpriu-se o ritual. A aula era sobre as propriedades dos logaritmos, especialmente o processo de mudança de base. Aí, teoria vai, teoria vem, alguns com aquela cara de sono, outros preocupados em não desapontar o professor, fazendo cara de interesse, outros já nem tão preocupados assim, e blá, blá, blá. Resolve-se os exercícios ao passo de perguntas retóricas do tipo: então, na mudança da base deste logaritmo, de 3 para 2 temos...? De repente, ao final da resolução de mais um exercício, o professor se lembra de comentar que os logaritmos são largamente utilizados em matemática financeira. Portanto, importante para economia. Fala também sobre quando fez um curso na bolsa de valores e pode verificar quão interessante é o mercado de ações, comodities, etc. Neste momento, o professor percebe um levantar de orelhas da parte de alguns alunos, interessando-se pelo assunto. Logo começam a perguntar sobre o funcionamento do mercado, sobre como uma empresa pode colocar suas ações no pregão, e como é possível investir e colocar o dinheiro para trabalhar. E aí, depois de algum tempo, já todos prestam atenção, e perguntam, e querem saber, e comentam, e desejam investir. E já não há mais sono, e a aula se torna curta para tantas coisas a dizer. O professor se realiza, a aula toma contornos de informativa. Não deveria ser?? E então, os logaritmos, aqueles, cuja teoria era o tema da aula, tornam-se algo de que alguma vez se ouviu dizer. Não faltará aluno a perguntar-se: onde foi mesmo que ouvi isto? Terá sido na aula de laboratório? Outros já dirão: acho que deve ser um composto de um remédio que minha avó tomava. Doença estranha aquela! Mas de qualquer forma, cumpriu-se, e bem, o ofício de informar-lhes. Depois, não se demoram aí os chatos a comentar que a escola não faz o seu papel. Mas como podem concluir, o que seria da economia e principalmente da bolsa de valores, não fossem os logaritmos...?

Um comentário:

  1. acho que deve ser um composto de um remédio que minha avó tomava. Doença estranha aquela!

    USAHSAUHASUHASUH.
    nem vem não que eu prestei atenção nessa aula, só perdi a primeira pelo treino, mas não faço cara de desinteresse em matemática =D

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